Acho que suspiro que nem você
como o barulho do vento na janela
que a gente abre à noite
para os gatos e os sons passarem
através dos vidros, dos ventos,
dos tempos
Num minuto a gente se cala, e
esse silêncio fala mais do que
todos os livros na estante do quarto
da sala
E eu, nua, escuto o amor em sua canção
mais pura: sua respiração em minha nuca,
que arrepia, que aquece e, cadenciando,
me adormece